Quando o autor coloca um ponto final no texto, uma nova história começa a ser contada.

É o momento em que a leitura vai além do ponto...

Inajá Martins de Almeida

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

COMO ESCREVER UM LIVRO - Ariel Rivadeneira

 "Um livro que não está escrito é como se faltasse aldo" 

Les Luthiers 

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A frase transcrita me chama atenção, do ponto de vista de que tenho muitos textos, poemas esparsos, em blogs, em cadernos e, ao mesmo tempo a edição não foi possível ainda, ou porque o valor não condiz com o esperado, os temas e assuntos me são particulares e pessoais, ou, até quem sabe, não me sinta encorajada à tal. Mesmo assim, a motivação me vem à miúde e os cadernos se tingem de tinta, assim como os blogs registram atividades que me são prazerosas - a escrita captura meu sentir e leio, e escrevo e capturo ideias de outros que me chegam.

O livro que o tenho em mãos, chegou-me em agosto de 2023, quando passeava pelo Shopping em Ribeirão Preto. Numa estante em que se dizia que levasse e deixasse livros se os quisesse, logo este me veio ao encontro e cá estou às voltas com ele.

Algumas palavras são encorajadoras:´- "para escrever não existem fórmulas... o que importa é o prazer de lidar com o texto". pág.7

O autor Ariel Rivadeneira, nascido em Buenos Aires é jornalista e mantém uma oficina de escrita criativa em Barcelona e a nós premia com esta sua primeira edição em língua brasileira.

À mim, vou pensar seriamente sobre a questão, a qual orienta colocar em duas colunas 

ESCREVER É UM ATO


 

Violento

 

Vazio

 

Trajeto mais para lá

 

 

 

ou

 

Exuberante

 

Realização

 

Trajeto mais para cá

 

 Bom... Passei a observar a questão e percebi que a escrita me é exuberante, uma realização pessoal, um trajeto que me leva a lugar longínquos, me realiza, melhora meus anseios, responde questões internas. 

Assim, mediante esse reencontro, passo a discorrer algumas das 100 perguntas e respostas propostas, aquelas que mais me chamaram atenção.

  • De onde vem a necessidade pela escrita? (1)

Uma frase, fragmentos de textos, um sonho, uma recordação.

Realmente a mim, todas essas orientações me dizem respeito. Escrevo motivada por imagens, por falas de outros e as linhas se agigantam, apenas não tenho tanta certeza do livro físico, mas, o virtual, os blogs me serve de estímulo e registro.

  • É preciso ter talento para escrever? (2)

O escritor se faz escrevendo, além de outras ferramentas, como estratégias, práticas, experiências, intuição.

  • É possível desenvolver a criatividade? (4)

O autor diz que sim, através da observação, do escrever diário.

  • Escrever textos autobiográficos é arriscado? (5) 

Selecione cenas que mais chamaram atenção: pessoas, lugares, recordações, etc, após, reordene a escrita para dar sentido à escrita. (Para mim este é o tema que mais me envolve e talvez o que mais eu dedique minha escrita. Meus textos são muito pessoais e dizem muito de mim).

  • Por que é difícil estruturar minhas ideias? (8)

Talvez pela falta de autoconfiança; por pensar que o texto não terá importância, dentre outros. (A maioria das vezes eu me enquadro a pensar sobre o porquê e para quem escrever... não deixa de ser autoconfiança mesmo, porque quem sabe a escrita possa alcançar outras pessoas, servir de inspiração até.)

  • Como saber se se escreve bem ou mal? (13)
Transcrevo: "Um texto é bom quando parece simples e espontâneo, sem deixar o leitor perceber o complexo trabalho de elaboração do escritor, e quando a voz narrativa resulta totalmente verossímil, incitando o leitor a ler outras vezes ou a indicar o livro... Também quando o leitor sente que a história parece real, fazendo-o identificar-se com o protagonista ou um dos personagens". pág. 29

Há livros que parecem que falam de nós. Personagens que se assemelham a nós e queremos adentrar a história e passar a escrever a nossa própria. Foi o caso de "O segredo da livraria de Paris", de Lili Graham, que despertou em mim o mesmo sentir da velha senhora do trem.

  • Por que se escreve? Escrever melhora a vida? (16)
 O autor se vale de vários escritores que esboçam o sentir literário e escrita, sendo que melhora sim a vida, "sendo sinônimo de ampliá-la, duplicá-la ... dar sentido estético".

  • Já não foi escrito tudo o que se poderia escrever? (20)

"A arte de escrever consiste em repetir o que já foi dito e fazer com que as pessoas acreditem que estão lendo pela primeira vez". Rémy Gourmont. Pode ser que tudo já tenha sido escrito, mas cada um de nós tem sua maneira de abordar o assunto, um olhar, palavras diferentes.

  • Para quem o escritor escreve? Ele deve pensar no leitor? (26)
"Escrever é ingressar em uma nova realidade... se escrever somente o que sua alma pede, não estará pensando no leitor".
 

em construção

   

 

      

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

REVOLUCIONE SUA QUALIDADE DE VIDA - Augusto Cury

 Revolucione sua qualidade de vida: navegando nas águas da emoção.   Augusto Cury, 80 pág.


Em doze capítulos, dr Augusto Cury nos dá chaves para adentrar o labirinto de nossa mente, alcançar nossos conflitos interiores, navegar através de nossas emoções, trazer à tona nosso registro de memórias, abrir janelas, destruir processos destrutivos gerados ao longo da existência e adentrar ao processo de recriação e reedição da memória.

Nos dias que seguiram ao término deste ano de 2025, minha mente avançou a leitura, capturei falas e exercícios, os quais me servirão de guia para os dias em aberto nesse ano que se inicia - 2026.

(em construção)

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https://www.youtube.com/watch?v=RkPgtCzuNco


10 itens para eliminar na velhice 

Selecionei alguma fala: 

Cargas invisíveis - maturidade traz autenticidade

1.    Eliminar necessidade em agradar os outros

2.    Ressentimentos e feridas antigas -  Ruminar ofensas passadas é como castigar a si mesma; é como ter um inquilino que não paga aluguel e se consente que permaneça; maturidade sem perdão é uma prisão permanente.

3.    Comparação constante é uma ilusão – é o ladrão principal da alegria; desconecta a pessoa da própria experiência, assim, não há necessidade para a competição – não se compare, agradeça que você é.

4.    Acumulação material – apego às coisas – maneira de segurar o passado; dificuldade em desfazer – o que eu levaria em minha bagagem se fosse para um espaço menor?  

5.    Mentalidade de vítima – sofrer e viver ao redor disso. Por quanto tempo o acontecimento vai estar presente? Pare de usar os problemas e fazer a vida valer a pena. Mude o roteiro. Pare de usar o papel de vítima e buscar o papel de protagonista da própria vida.

6.    Expectativas irreais sobre a família – Os filhos devem menos do que imaginamos. Não cobre afeto. Amor é medido pela sinceridade. Relações familiares nem sempre são harmoniosas. Agradeça o que chega, solte o que não vem.

7.    Identidade atrelada ao passado – a pessoa que você foi, já não existe mais. O valor não depende do que você foi, do sucesso que teve em áreas diversas, mas sim o que você é no presente. Não ancore sua identidade no passado. Entenda o que você é no presente. A maturidade pode trazer autenticidade. O passado pode não me definir mais.

8.    Medo paralisante – solidão, errar, morrer, sair da zona de conforme, etc. O maior risco é não arriscar nada.

9.    Amargura cínica – cinismo é uma amargura que se alimenta de si mesma.

10. Resistência a não pedir ajuda, sofrer calada – a autossuficiência é uma ilusão. Tira do outro a oportunidade de auxiliar. Quanto mais se agarra ao controle, mais rápido se perde. A maturidade não é decadência é a maneira de exercitar a humildade.

Pratique a decisão de pequenas coisas; comece pelo que mais o afeta. Redirecione sua atenção. Elimine coisas, o que o atrapalhe. Solte algo.