"Um livro que não está escrito é como se faltasse aldo"
Les Luthiers
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A frase transcrita me chama atenção, do ponto de vista de que tenho muitos textos, poemas esparsos, em blogs, em cadernos e, ao mesmo tempo a edição não foi possível ainda, ou porque o valor não condiz com o esperado, os temas e assuntos me são particulares e pessoais, ou, até quem sabe, não me sinta encorajada à tal. Mesmo assim, a motivação me vem à miúde e os cadernos se tingem de tinta, assim como os blogs registram atividades que me são prazerosas - a escrita captura meu sentir e leio, e escrevo e capturo ideias de outros que me chegam.
O livro que o tenho em mãos, chegou-me em agosto de 2023, quando passeava pelo Shopping em Ribeirão Preto. Numa estante em que se dizia que levasse e deixasse livros se os quisesse, logo este me veio ao encontro e cá estou às voltas com ele.
Algumas palavras são encorajadoras:´- "para escrever não existem fórmulas... o que importa é o prazer de lidar com o texto". pág.7
O autor Ariel Rivadeneira, nascido em Buenos Aires é jornalista e mantém uma oficina de escrita criativa em Barcelona e a nós premia com esta sua primeira edição em língua brasileira.
À mim, vou pensar seriamente sobre a questão, a qual orienta colocar em duas colunas
ESCREVER É UM ATO
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Violento Vazio Trajeto mais para lá |
ou |
Exuberante Realização Trajeto mais para cá |
Bom... Passei a observar a questão e percebi que a escrita me é exuberante, uma realização pessoal, um trajeto que me leva a lugar longínquos, me realiza, melhora meus anseios, responde questões internas.
Assim, mediante esse reencontro, passo a discorrer algumas das 100 perguntas e respostas propostas, aquelas que mais me chamaram atenção.
- De onde vem a necessidade pela escrita? (1)
Uma frase, fragmentos de textos, um sonho, uma recordação.
Realmente a mim, todas essas orientações me dizem respeito. Escrevo motivada por imagens, por falas de outros e as linhas se agigantam, apenas não tenho tanta certeza do livro físico, mas, o virtual, os blogs me serve de estímulo e registro.
- É preciso ter talento para escrever? (2)
O escritor se faz escrevendo, além de outras ferramentas, como estratégias, práticas, experiências, intuição.
- É possível desenvolver a criatividade? (4)
O autor diz que sim, através da observação, do escrever diário.
- Escrever textos autobiográficos é arriscado? (5)
Selecione cenas que mais chamaram atenção: pessoas, lugares, recordações, etc, após, reordene a escrita para dar sentido à escrita. (Para mim este é o tema que mais me envolve e talvez o que mais eu dedique minha escrita. Meus textos são muito pessoais e dizem muito de mim).
- Por que é difícil estruturar minhas ideias? (8)
Talvez pela falta de autoconfiança; por pensar que o texto não terá importância, dentre outros. (A maioria das vezes eu me enquadro a pensar sobre o porquê e para quem escrever... não deixa de ser autoconfiança mesmo, porque quem sabe a escrita possa alcançar outras pessoas, servir de inspiração até.)
- Como saber se se escreve bem ou mal? (13)
- Por que se escreve? Escrever melhora a vida? (16)
- Já não foi escrito tudo o que se poderia escrever? (20)
"A arte de escrever consiste em repetir o que já foi dito e fazer com que as pessoas acreditem que estão lendo pela primeira vez". Rémy Gourmont. Pode ser que tudo já tenha sido escrito, mas cada um de nós tem sua maneira de abordar o assunto, um olhar, palavras diferentes.
- Para quem o escritor escreve? Ele deve pensar no leitor? (26)
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